sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Notícia #19

Identificado fóssil de peixe com 66 milhões de anos

Os mares pré-históricos estavam cheios de peixes gigantescos que se alimentavam de plâncton e que desapareceram na mesma época que os dinossauros, sugere um estudo recém-publicado.
Cientistas na Grã-Bretanha e nos EUA estudaram fósseis que mostram que o peixe existiu entre 66 milhões e 172 milhões de anos atrás e acreditam que pode tratar-se de «uma parte que faltava na história evolucionária de peixes, mamíferos e ecossistemas do oceano».


A descoberta foi divulgada na última edição da revista Science.

A equipa internacional que realizou o estudo incluiu académicos das universidades de Glasgow e Oxford, Universidade DePaul, em Chicago, Universidade Fort Hays, no Kansas, e Universidade do Kansas. O projecto começou em Glasgow, com uma análise dos despojos de um peixe gigantesco do período Jurássico, Leedsichthys, em conjunto com a escavação de uma nova espécie da mesma criatura em Peterborough.

Jeff Liston, da Universidade de Glasgow, chefiou a escavação em Peterborough e considerou que esta nova espécie era uma anomalia.

«O avanço veio quando descobrimos outros fósseis, semelhantes aos Leedsichthys, mas em rochas muito mais recentes», disse. «Estas amostras indicaram que havia peixes que se alimentavam por filtragem há muito mais tempo do que pensávamos.»

Liston disse que a partir daí os investigadores começaram a reavaliar colecções de museus e a descobrir essa característica em fósseis no mundo inteiro, que não tinham sido muito estudados ou que haviam sido identificados de maneira errada.
Vários dos novos fósseis mais importantes - todos da mesma família de peixes dos Leedsichthys - vieram de locais no Kansas.

Outros fósseis foram encontrados em áreas em Dorset e Kent, na Grã-Bretanha, e no Japão.

«Foi só depois que estes peixes desapareceram do ecossistema é que mamíferos e peixes cartilaginosos como a arraia manta, tubarão-peregrino e tubarão baleia começaram a adaptar-se àquele papel ecológico», disse Liston.

O cientista disse que a descoberta tem «implicações para o nosso entendimento da produtividade biológica em oceanos modernos e como a produtividade mudou ao longo do tempo».

A equipa deu o nome de Bonnerichthys a este peixe com um comprimento de quatro a cinco metros, em homenagem à família do Kansas que descobriu o fóssil.

. Reflexão:
Este peixe é mais uma peça do puzzle «peixes, mamíferos e ecossistemas aquáticos», inicialmente foi considerado uma anomalia. Não nos podemos esquecer, é que as mutações são a fonte variabilidade genética, logo este será sido um animal crucial para a construção da história evolutiva entre mamíferos e peixes.

Outro aspecto, que é importante salientar é que na actualidade para construirmos árvores filogenéticas é necessário recorremos a várias áreas do conhecimento para comprovarmos o grau de parentesco entre as espécies. A evolução encontra-se em constante transformação, é um campo que nunca está parado e em que cada pormenor pode indiciar os traços da origem da vida e desenvolvimento desta na Terra. As pistas que os cientistas seguem, hoje em dia, são chaves para a compreensão dos sucessivos acasos que estiveram na base da vida.


. Fontes:

Diário Digital 19.02.2009
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