domingo, 23 de maio de 2010

Ser vivo da semana... Grou-japonês


Nome científico: Grus japonensis

Família: Gruidae

Ordem: Guiformes

Estado: Em perigo



_ DESCRIÇÃO: O macho e a fêmea são similares. No macho, as plumas da cara e do pescoço são negras, e na fêmea, de cor cinza-escuro. Têm as patas maiores, relativamente ao corpo

_ HÁBITOS: Proteger extremosamente o ninho e as crias.

_ ALIMENTAÇÃO: Consiste em sementes, folhas, tubérculos e raízes de plantas aquáticas. Também se alimenta de insectos, peixes, répteis e anfíbios.

_ NIDIFICAÇÃO: Ocorre em Terra. A fêmea passa a maior parte do tempo a encubar e o macho protege o ninho. Ambos alimentam as crias.

_ CONSERVAÇÃO: Esta espécie reproduzia-se em quatro ilhas do Japão, mas devido à caça e à destruição do seu habitat, a sua população reduziu-se consideravelmente. No entanto, graças a um programa de protecção nos anos vinte do século passado, a população aumentou de 20 para 600 exemplares e continua a aumentar na actualidade. Estima-se que a populção seja de 1700 a 2000 indivíduos.


. Reflexão:
Um dos aspectos que torna os grous conhecidos é a sua elegante dança nupcial, em que o macho conquista a fêmea e quando estabelecem um casal este é estável e pode durar toda a vida. Esta dança de acasalamento é bastante curiosa, no entanto, outro pormenor que me impressionou, foi o facto de passarem a maior parte do tempo a caminhar, por esse motivo, é que têm as patas compridas, relativamente ao corpo.
Na minha opinião, são aves esbeltas com uma aparência peculiar e uma dança de corte original. Apesar de tudo, o grou-japonês está em perigo de extinção, muito graças ao Homem!!!



. Fontes:
García, Arturo Majadas; Enciclopédia do estudante; Volume 4 – Ecologia ; Santillana Constância; 2008.

domingo, 16 de maio de 2010

Ser vivo da semana... Harpia


Nome científico: Harpia harpyja

Famíla: Accipitrinae

Ordem: Falconiformes

Estado de conservação: menor risco



_DESCRIÇÃO: É grande e corpulenta. A envergadura das asas é de cerca de 2 m. os machos podem pesar até 5 kg e as fêmeas pesam entre 7 e 9 kg.

_HABITAT: As selvas húmidas e os bosques. Normalmente encontram-se amenos de 900 metros.
_NIDIFICAÇÃO: Faz o ninho numa árvore e põe um ou dois ovos brancos, mas apenas nasce
uma cria.

_ALIMENTAÇÃO: Come mamíferos médios, como macacos, sarigueias, e a algumas aves, como papagaios.

_CONSERVAÇÃO: As populações são afectadas pela desflorestação e modificação do seu habitat.


. Reflexão:
O bico da harpia, tal como das outras aves, é um órgão muito especial que faz de boca e de mãos, ao mesmo tempo. Sendo assim, achei interessante, a forma em gancho da Harpia, que reflecte, o facto, de ser uma ave carnívora predadora e extremamente bem adaptada para a caça.
Apesar da alimentação das aves de rapina, estas são as responsáveis pelo equilíbrio de vários ecossistemas, dado que capturam os indivíduos mais fracos ou doentes , evitando a propagação de certas doenças. Para mim, estas aves sempre foram um bocado estranhas, mas agora reconheço o papel delas a nível ecológico e a respectiva função do seu bico.



. Fontes:
García, Arturo Majadas; Enciclopédia do estudante; Volume 4 – Ecologia ; Santillana Constância; 2008.

sábado, 15 de maio de 2010

Notícia #29

Cientistas descobrem molécula responsável pela ressaca


Dores de cabeça, náuseas, muita sede e sensibilidade ao barulho e à luz costumam ser alguns dos sintomas depois de uma noite bem bebida.
Um grupo de neurocientistas da Universidade de Southampton acaba de descobrir a molécula responsável pela ressaca
.

Num artigo, publicado na PLoS One, os investigadores explicam que se trata de um neuropéptido, um ‘marcador’ do cérebro que ao activar-se é o responsável pela mescla de sensações e sintomas desagradáveis sofridos no dia seguinte à ingestão de uma quantidade significativa de álcool.


Os investigadores britânicos usaram o cérebro de um verme para o comparar ao nosso. Tudo porque a estrutura mais simples do Caenorhabditis elegans tem a particularidade de reagir de uma forma idêntica à do ser humano às intoxicações ou dependências do álcool.


A equipa, liderada por Lindy Holden-Dye, descobriu que, tal como o verme, o cérebro do ser humano quando exposto ao álcool durante um período prolongado de tempo, habitua-se a um certo grau de intoxicação.

Quando o consumo de álcool é interrompido, começa a ansiedade a debilidade, a agitação e até espasmos, um rodopio de sintomas que são característicos das ressacas na sua forma mais grave.

Holden-Dye explica que “a investigação mostra que os vermes sentem os efeitos do corte de álcool e isto permite-nos definir a forma em que este afecta os circuitos nervosos responsáveis pela alteração de comportamento”. Durante a fase de interrupção, os cientistas davam aos vermes pequenas quantidades de álcool e os seus sintomas suavizam de imediato.

Os autores do estudo foram capazes, pela primeira vez, de identificar exactamente de onde e como o consumo de bebidas alcoólicas afecta o sistema nervoso, o que “abre novas portas para o tratamento do alcoolismo”, refere Holden-Dye que acrescenta: “O nosso estudo proporciona um sistema experimental efectivo para atacar este problema”.


. Reflexão:
Quando o neuropéptido se activa, há um conjunto de sintomas e sensações desagradáveis, a chamada ressaca. Com a descoberta desta molécula será possível tratar o alcoolismo de um a forma mais eficaz, assim o Homem terá a capacidade de desenvolver técnicas e medicamentos de combate a esta dependência da sociedade. A investigação também pode ter um efeito inverso, isto é abrir as portas ao fabrico de novas armas químicas que minimizem ou eliminem por completo os efeitos posteriores ao consumo de álcool, podendo conduzir ao aumneto do consumo de alcóol.

. Fontes:


http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=42499&op=all#cont

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Tipos de metamorfismo


Os diferentes tipos de metamorfismo definem-se em função da intensidade relativa dos factores de metamorfismo e da extensão da área atingida.


- METAMORFISMO DE CONTACTO

Neste tipo de metamorfismo os factores determinantes são o calor e a circulação de fluidos. O metamorfismo de contacto localiza-se a baixas profundidades numa zona de contacto com uma intrusão magmática, que aquece e liberta fluidos para as rochas encaixantes. Estas rochas começam a ser metamorfizadas ao longo de uma zona envolvente designada por auréola de metamorfismo ou metamórfica.

A extensão desta zona depende da susceptibilidade da rocha metamorfizada, bem como da dimensão e temperatura da intrusão.

O grau de metamorfismo diminui com o aumento da distância à intrusão magmática. Como a tensão tem, neste tipo de metamorfismo, um papel pouco importante as rochas originadas não apresentam foliação. Os fluidos que se libertam na zona de contacto circulam nas rochas encaixantes e no próprio corpo magmático, promovendo reacções químicas que levam à formação de novos minerais.

As rochas conhecidas como corneanas resultam da alteração das rochas encaixantes, que estão em contacto directo com o magma da intrusão. Os quartzitos e o mármore são exemplos de outras rochas formadas sobre influência do calor das intrusões, respectivamente, a partir da recristalização de arenitos e calcário.


- METAMORFISMO REGIONAL


A maior parte das rochas metamórficas que fazem parte da crusta terrestre resulta, geralmente, de metamorfismo regional. Este tipo de metamorfismo actua em extensas áreas a profundidades de temperatura e tensões elevadas, geralmente associadas a fenómenos tectónicos que ocorrem nos limites convergentes de placas, relacionando-se com processos orogénicos. Nestes limites o aumento de espessura da crusta é responsável pelas elevadas pressões litostáticas e altas temperaturas no seu interior, enquanto a compressão tectónica devida à convergência de placas que gera tensões não litostáticas ou dirigidas.


O xisto e o gnaisse são bons exemplos de rochas formadas sob estas condições, e apresentam foliação, pois a pressão não litostática é um dos factores determinantes neste tipo de metamorfismo.


. Reflexão:

O metamorfismo é um domínio de transição entre as rochas sedimentares e magmáticas. Existem, assim dois tipos característicos de metamorfismo, em que o regional é caracterizado por abranger grandes áreas da crusta terrestre e está geralmente associado à formação de cadeias montanhosas, enquanto que o de contacto se relaciona com a instalação de corpos magmáticos na crusta terrestre. É importante salientar que só as rochas que derivam de metamorfismo regional apresentam foliação.



. Fontes:

http://www.ige.unicamp.br/site/aulas/109/Rochas_metamorficas_(aula_%2011_folheto).pdf

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Factores de metamorfismo

Os processos metamórficos ocorrem quando as rochas preexistentes são submetidas a condições termodinâmicas diferentes das existentes na altura da sua formação. Como resposta às novas condições, as rochas instáveis modificam-se gradualmente até alcançar um estado de equilíbrio compatível com o novo ambiente. Agora, vamos conhecer os factores que condicionam o metmorfismo.


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