sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Zonas de vertente

As zonas de vertente são zonas de instabilidade geomorfológica, o que implica que os materiais geológicos situados nas zonas superiores tendam a ser mobilizados para zonas inferiores, com consequências graves como a perda de vidas e os danos materiais.

Existem locais onde a erosão é muito acentuada. Isto porque, o declive é igualmente acentuado. O movimento nessas zonas pode ocorrer sob a forma de movimentos materiais soltos ou sob a forma de movimentos de massa.
Os movimentos de massa consistem em deslocamentos, nas zonas de vertente, de grandes volumes de materiais, solo ou de substrato rochoso, devido à acção da gravidade.

Nas zonas de vertente existem permanentes movimentações dos materiais, que podem ser extremamente lentas e imperceptíveis ao longo dos anos ou então, pode verificar-se de forma muito rápida, transferindo para posições mais baixas grandes volumes de rochas e de sedimentos.
A movimentação dos materiais depende de factores naturais e antrópicos.

Factores naturais:
- Inclinação da vertente - quanto maior for a inclinação maior o valor da componente tangencial da força da gravidade;
- O tipo de rocha que constitui a encosta;
- A pluviosidade e o teor de água do solo.




Factores antrópicos:
- Desflorestação;
- Construção de habitações e vias de comunicação;
- Saturação de água dos solos devido à rega excessiva na agricultura.

A ocupação antrópica das zonas de vertente tem de ser realizada de forma planeada. Quando isso não acontece são tomadas medidas de prevenção como as pregagens e a colocação de redes ou muros de suporte com sistemas de drenagem.



. Reflexão:
As zonas de vertente são outro local com risco geológico associado, o homem insiste em construir nesses locais, porque podem usufruir de melhores paisagens. Esquece-se é que para além de estar a prejudicar o ambiente está a criar as condições propícias para ter danos materiais ou mesmo a perda de vidas humanas. Assim, conclui-se que a ocupação antrópica do meio natural exige que se conheça a composição e as estruturas geológicas da área ocupada e ter parâmetros de previsão segura do comportamento dos materiais geológicos envolvidos. Salienta-se que a melhor solução é não construir em vertentes, nem em orlas costeiras ou leitos de cheia de rios.

. Fontes:
http://www.netxplica.com/

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Notícia #17

Europeus mais sensíveis aos doces

Os europeus são mais sensíveis que asiáticos e africanos a detectar açúcar nos alimentos através do paladar, revela um estudo publicado pela Science e levado a cabo por cientistas do National Institute on Deafness and Other Communication Disorders in Bethesda, Maryland.
Os cientistas perceberam ainda que nas zonas mais a norte do globo, é necessária uma maior capacidade de detectar doces para encontrar calorias.


Liderados por Alexey Fushian, os investigadores questionaram 144 pessoas, com diversos tipos de antepassados, para classificarem a doçura de nove soluções que continham entre zero a quatro por cento de açúcar. A sensibilidade à sacarose dos voluntários mostrou-se amplamente associada a duas variantes do gene TAS1R3, que desempenha um papel relevante na codificação do principal receptor de hidratos de carbono de sabor doce.

Os cientistas cruzaram então os resultados com uma a colecção de ADN de 1050 pessoas de todo o mundo – pertencente à base de dados genética francesa CEPH – e descobriram que a maioria dos europeus possui as duas variantes do gene correspondentes à sensibilidade à doçura. As variantes estão menos difundidas na Ásia e Médio Oriente e têm menor grau de prevalência em África.

O co-autor do estudo, e também geneticista, Dennis Drayna admite que a disparidade pode ter alguma relevância em termos evolutivos. “As pessoas que estudam dietas e evolução, salientaram que a maioria das plantas com elevados valores de açúcar, como a cana-do-açúcar, são plantas tropicais”, explicou à Science. Por esse motivo, acrescentou, “em latitudes mais a norte, há que ter maior sensibilidade ao açúcar para encontrar calorias”.

. Reflexão:
É um estudo interessante. Em cada continente, há especificidades climáticas que condicionam vários factores, como a sensibilidade ao açúcar. Podemos dizer que a característica de detectar o grau de sacarose nos doces, expressa-se através do fundo genético de uma população e assim também é possível distinguir as variações entre populações de diferentes continentes, que estão separadas geograficamente.



. Fontes:
http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=33817&op=all#cont

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Zonas costeiras

As zonas costeiras ou zonas da orla marinha caracterizam-se por uma intensa actividade geológica causada pelo mar.


Formas de Erosão

Resultam do desgaste provocado pelo impacto dos movimentos das águas do mar sobre a costa, a que se dá o nome de abrasão marinha. Os efeitos da abrasão são especialmente notórios em costas altas e escarpadas, as arribas. A abrasão marinha faz-se sentir sobretudo na base da escarpa em contacto com o mar, onde o material rochoso é retirado mais intensamente. À medida que a base da arriba vai sendo erodida, o peso das camadas superiores provocam o seu abatimento originando uma acumulação de detritos nas zonas mais baixas, a plataforma de abrasão.
Outras consequências da abrasão marinha são as cavernas, leixões e os arcos litorais. A natureza do material rochoso, o seu grau de dureza e compactação, a orientação e a posição dos estratos condicionam a velocidade da abrasão da arriba.



Formas de deposição

Os materiais arrancados pelo mar ou transportados pelos rios vão-se depositar originando as praias, restingas, ilhas-barreiras ou tômbolos.


Nas praias, resultantes da acumulação de sedimentos de variados tamanhos e formas, podem ainda se observar as dunas litorais. As dunas são um elemento importante pois impedem o avanço do mar para o interior e constituem ecossistemas únicos, de grande biodiversidade.


Evolução do litoral

A dinâmica das zonas costeiras é condicionada por fenómenos naturais e antrópicos.

Causas naturais:
• alternância entre regressões e transgressões marinhas, com variação do nível médio da água do mar;
• alternância entre períodos de glaciação e interglaciação (acumulação de gelo no Hemisfério Norte e fusão desse gelo, respectivamente);
• deformação das margens continentais devido a movimentos tectónicos, que podem levar ou afundamento e elevação das zonas litorais.

Causas antrópicas:
• o excesso da produção de CO2 provoca efeito de estufa, e consequentemente o aumento do nível médio das águas do mar;
• construção de estruturas de lazer e recreio desordenada na faixa litoral;
• diminuição da quantidade de sedimentos que chegam ao litoral, devido à construção de barragens nos grandes rios;
• destruição das defesas naturais devido ao pisoteio das dunas, à construção desordenada, ao arranque da cobertura vegetal, e à extracção de inertes, entre outros.


Consequências da Ocupação antrópica

Estima-se que as zonas costeiras são ocupadas por 80% da população mundial, isto porque constituem um importante recurso natural onde o Homem obtém alimentos, recursos minerais, lazer e turismo, etc. No entanto, a zona litoral constitui um recurso não renovável à escala humana, sendo a sua gestão caracterizada por uma constante degradação.

A ocupação humana nas zonas costeiras faz-se de forma desordenada, provocando alterações nos ciclos de abrasão (propiciando a erosão acelerada e avanço das águas do mar) e deposições marinhas que potenciam o risco geológico de desabamento de casas e edificações, ameaçando assim a vida humana e destruição de bens. Como consequências, também altera as rotas migratórias destruindo muitos habitats.

Soluções:

Recorrem-se a construções artificias para regularizar os ritmos de abrasão e deposição marinha como por exemplo os esporões (obras transversais à linha de costa), paredões (obras paralelas aderentes à linha de costa) e os quebra-mares (obras destacadas).


Infelizmente, a construção destas obras protege uns locais mas agrava a situação nas zonas costeiras próximas desses locais, conduzindo à necessidade de novas medidas de protecção nessas zonas. É, por exemplo, o caso dos esporões: a construção de esporões na costa ocidental favorece a deposição de sedimentos arrastados pelos correntes a norte do esporão, mas agrava a erosão a sul desse esporão. Como solução constrói-se um campo de esporões, que provoca em certas zonas grandes recuos da linha da costa.
Outra solução, mais económica e menos agressiva que as obras de engenharia, é a alimentação artificial de sedimentos em determinadas praias.
Muitos geólogos defendem a redução ao mínimo ou mesmo a eliminação destas construções de protecção, argumentando que o Homem deve respeitar a dinâmica do litoral.



. Reflexão:
A situação da costa portuguesa é preocupante, nomeadamente no Algarve e no Norte de Portugal. O nosso país tem das melhores legislações a nível de combate aos problemas de ocupação antrópica, no entanto os interesses sobrepõem-se a qualidade ambiental das regiões. Assim, vê-se a construção de casas em arribas com um risco de derrocada iminente, outras Habitações em Dunas e depois a engenharia tenta colmatar as consequências destas atitudes e cria problemas, que por vezes, ainda são maiores. Acabando por afectar outros locais, deste modo, há a necessidade de intervenção e entra-se num ciclo vicioso que mão parece ter fim!!!!




. Fontes:
www.netexplica.com

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Para saber mais... Baunilha

A baunilha (Vanilla planifolia) que utilizamos na nossa alimentação é uma orquídea trepadora tropical e originária do México e da América Central.
Os índios astecas já a usavam e os navegadores espanhóis trouxeram-na para toda a Europa, juntamente com o cacau. Hoje em dia, cultiva-se para comercialização.

Tem um caule comprido, que vai trepando por raízes aéreas e chega até aos 10 metros. As flores são de cor verde e apenas se polinizam por intermédio de um abelha tropical, a melipona, e uma esoécie de colibri mexicano.



. Fontes:
García, Arturo Majadas; Enciclopédia do estudante; Volume 4 – Ecologia ; Santillana Constância; 2008.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Ser vivo da semana... Baobá


Classe: Magnoliophyta

Ordem: Malvales

Família: Malvaceae
Género:
Adansonia


Os baobás (Adansonia) são um género de árvore com oito espécies, nativas da ilha de Madagáscar (o maior centro de diversidade, com seis espécies), do continente Africano e da Austrália.

_DESCRIÇÃO: Alcançam alturas entre de 5 a 25 m (excepcionalmente 30 m), e até 7 m no diâmetro do tronco (excepcionalmente 11 m). Destacam-se pela capacidade de armazenamento de água dentro do tronco, que pode alcançar até 120.000 litros.

_HABITAT: Desenvolvem-se em zonas sazonalmente áridas, e são árvores de folha caduca.

_LONGEVIDADE: Alguns têm milhares de anos, mas dado que a sua madeira não produz anéis de crescimento, é impossível confirmar a idade: poucos botânicos não acreditam nas reivindicações de idade extrema.
_CURIOSIDADE:
Os povos africanos utilizam-nos como fonte de recursos,
o fruto, pão-de-mono (semelhante a um melão de dimensões reduzidas).



Reflexão:
O baobá é uma árvore extraordinária, vários botânicos acreditam que esta árvore pode ter uma longevidade que se estende até aos 3000 anos. Se tal for verdade, estamos perante um ser vivo que já esteve perante várias alterações da habitat, condições climáticas, e que no entanto sobreviveu.
Uma quantidade relevante de baobás encontra-se no Delta de Okavango, esta região com clima subtropical é considerado um «oásis», que alberga diversas espécies, por isso esta árvore também se encontra em locais excepcionais, em que se verifica harmonia entre os seres vivos e a paisagem deslumbrante.
Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Baob%C3%A1
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